Homenagem totalmente original

A Honda CB 750 Four foi o modelo que consagrou a primeira família de motos a contar com motor de 4 cilindros em linha

Homenagem totalmente original






A linha de motos Honda CB, é, por natureza, impactante e inesquecível. Quem está inserido no motociclismo, em algum momento ouviu ou vai ouvir algo parecido a: “Cara, lembra da Honda Sete Galo?”

Isto porque a Honda CB 750 Four foi o modelo que consagrou a primeira família de motos a contar com motor de 4 cilindros em linha. Anos depois, e certamente mais presente na memória de todos, chegou a linha Hornet, com o mesmo charme e o grande pacote tecnológico.

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Só que a forma de pilotar mudou ao longo dos anos, bem como o ambiente urbano, que ficou mais denso. As distâncias ficaram maiores, dentro das cidades de médio e grande porte. Ao mesmo tempo, estradas melhores convidam motociclistas a viagens, seja a lazer ou a trabalho.

Toda esta demanda gerou nos engenheiros da Honda o projeto da nova linha Neo Sports Café. Apesar do nome remeter ao estilo Café Racer, a moto deixa de lado a “cópia do passado”, utilizando o estilo apenas como trampolim para um novo momento junto aos motociclistas.

A ORIGEM

Por definição, a café racer é uma motocicleta leve e poderosa, otimizada para velocidade e manuseio, em vez de conforto, ideal para passeios rápidos em curtas e médias distâncias. Lembram as motocicletas de corrida de estrada do início dos anos 1960, notáveis ​​por seu minimalismo visual, guidão baixo, assento proeminente e tanque de combustível alongado.

Uma das versões diz que o termo surgiu entre os entusiastas britânicos no início dos anos 1960 em Londres, especificamente na subcultura juvenil Rocker ou "Ton-Up Boys", que usavam suas motos para passeios curtos e rápidos entre os cafés mais populares da capital britânica, como o café Busy Bee, em Watford e o Ace Café, em Stonebridge.

Vale lembrar que na Grã-Bretanha pós-guerra, a posse de carros ainda era incomum, por seu custo mais elevado e pela pouca oferta disponível no mercado. Apenas no final dos anos 50 o britânico médio teve poder de compra para adquirir um automóvel. Já no início dos anos 60, as Café Racers começaram a ganhar força, representando velocidade, status e rebelião, especialmente aos que ainda não conseguiam ter seu carro.´

Outra narrativa dá conta que em 1973, o jornalista Wallace Wyss sustentava que o termo café racer foi originalmente usado na Europa para descrever um "motociclista que desejava ser um corredor de estrada da Ilha de Man, mas na verdade era alguém que possuía uma máquina atrevida, mas simplesmente a estacionava perto de sua mesa no café ao ar livre local".

Configuração

Além do peso leve, um motor forte e estrutura minimalista, a café racer normalmente apresenta ergonomia distinta. Guidões estreitos e baixos (chamados "clip-ons"), permitem que o ciclista se "dobre", reduzindo a resistência do vento e melhorando o controle. Juntamente com o assento localizado na retaguarda, a postura frequentemente exigia apoios para os pés e controles para os pés típicos das motocicletas de corrida da época.

O estilo café racer evoluiu ao longo de sua popularidade. Os tanques de combustível de corrida feitos à mão, frequentemente sem pintura, da década de 1960, haviam evoluído para tanques quadrados e estreitos de fibra de vidro.

Em 1989 a Honda apresentou o modelo GB500 Clubman "Tourist Trophy", que ficou disponível até 1991. Tinha como base a XBR500 e foi inicialmente comercializada no Japão como um motor de 400cc. O modelo de exportação estava equipado com um motor monocilindro SOHC de 500cc com 4 válvulas, desenvolvendo 43hp às 7.000rpm, potência mais do que adequada para o seu magro peso fazendo-a capaz de acelerar de 0 a 100Km/h em 5 segundos e passar facilmente os 160Km/h. O desenho era baseado nas clássicas monocilíndricas de corrida.

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O futuro agora

Em referência ao estilo, a Honda apresentou sua nova linha Neo Sports Café, que mescla design minimalista com agressividade e alta tecnologia. Um dos destaques é a CB 1000R.

Seu musculoso motor exposto, detalhes minimalistas, farol redondo e guidão mais reto e baixo não negam a inspiração café racer. Porém, em seus sofisticados detalhes é possível perceber que a tecnologia empregada nesta motocicleta é algo vindo de um futuro não imaginado nem nos melhores sonhos daqueles pilotos ingleses da década de 60.

Além da iluminação Full LED e do farol semi-circular com assinatura DRL exclusiva, os detalhes de design passam por grandes rodas 17 polegadas de liga leve na cor preta, plates de aço inoxidável, tanque em duas cores e um charmoso suporte de placa integrado ao monobraço da suspensão traseira, dando a impressão de que a rabeta “flutua” acima da roda.

Além da estética impecável, a CB 1000R possui um motor quatro-cilindros DOHC com injeção eletrônica de 998 cm3 que entrega nada menos que 141cv a 10.500 rotações por minuto. São poderosos 10,2 kgfm de torque, entre 6 mil e 8 mil rpm. Este motor é derivado da Fireblade, sua irmã das pistas de corrida. O câmbio de seis marchas tem embreagem do tipo deslizante, que ajuda a roda traseira a não desgarrar em reduções de marchas.

O projeto é inovador, permitindo que a moto acelere com muita energia. Por suas características especiais, ela é mais rápida do que a esportiva CBR 1000RR Fireblade nas três primeiras marchas, o que vai até os 130 km/h. Felizmente a suspensão invertida ajuda no controle e a eletrônica atua para dosar a entrega da potência.

Esbanjando tecnologia, ela conta com acelerador eletrônico Throttle By Wire, que oferece ao piloto um maior controle sobre a cavalaria, ao administrar a entrega da potência. É possível regular em quatro modos o nível de potência, do freio-motor e da intervenção do controle de tração pelo Riding Mode.

Os quatro modos de condução são os seguintes

  • Rain: deixa a potência no nível mais baixo, o freio-motor em nível intermediário e o controle de tração em nível elevado;
  • Standard: nivela a potência, o controle de tração e o freio-motor em parâmetros intermediários;
  • Sport: joga a potência ao máximo e deixa o controle de tração e freio-motor em modo menos intrusivo;
  • User: o usuário pode desligar o controle de torque ou determinar o nível de cada um dos parâmetros, como achar melhor (adequado para usuários muito experientes).

A CB 1000R tem peso seco de 199 quilos, formatos compactos e iluminação em LED. Seu chassi monotrave de aço conta com suspensões totalmente reguláveis, fabricadas pela Showa.

A suspensão dianteira usa a tecnologia Separate Function front Fork - Big Piston, com sistema hidráulico em uma das bengalas e mola na outra. Seu tamanho reduzido conta com uma distância entre-eixos de 1.45 metro. A distribuição de peso é de 49% na dianteira e 51% na traseira.

O painel de instrumentos totalmente digital tem os seguintes indicadores:

  • velocímetro;
  • conta giros;
  • indicador de marchas;
  • nível de combustível;
  • relógio;
  • temperatura externa;
  • temperatura do arrefecimento do motor;
  • computador de bordo;
  • consumo médio;
  • consumo instantâneo;
  • nível de potência
  • freio motor;
  • controle de tração.

A tela exibe ainda as luzes indicativas de direção, de ABS, de farol alto, de corte do controle de tração, de óleo do motor, da injeção e do Honda Ignition Security System, que garante o acionamento do motor apenas pela chave original.

Ficha Técnica – Honda CB 1000R

Tipo: DOHC, Quatro cilindros, 4 tempos, refrigeração líquida.

Cilindrada: 998,4 cc

Potência Máxima: 141,4 CV a 10500 rpm

Torque Máximo: 10,2kgf.m a 8.000 rpm

Transmissão: 6 velocidades.

Sistema de Partida: Elétrico

Diâmetro x Curso: 75,0 x 56,5 mm

Relação de Compressão: 11.6 : 1

Sistema Alimentação: Injeção Eletrônica, PGM FI

Combustível: Gasolina

Ignição: Eletrônica

Bateria: 12V - 8.6 Ah (10H)

Farol: LED

Tanque de Combustível: 16,1 litros

Óleo do Motor: 3,6 litros (2,7 litro p/ troca)

Comprimento x Largura x Altura: 2117 x 789 x 1094 mm

Distância entre eixos: 1452 mm

Distância mínima do solo: 138 mm

Altura do assento: 830 mm

Peso Seco: 199 kg

Tipo: Diamond Frame

Suspensão Dianteira/Curso: Garfo telescópico / 120 mm

Suspensão Traseira/Curso: Mono-Shock / 131 mm

Freio Dianteiro/Diâmetro: A disco/ 310 mm

Freio Traseiro/Diâmetro: A disco / 256 mm

Pneu Dianteiro: 120/70ZR 17M/C (58W)

Pneu Traseiro: 190/55ZR 17M/C (75W)

Preço: R$ 61.510,00 (+frete)

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