Pró Moto off road 162 - Confira como foi nossa edição Dezembro 2019

Confira como foi a edição de dezembro 2019 da Pró Moto Off-Road

Pró Moto off road 162 - Confira como foi nossa edição Dezembro 2019






Husqvarnas 2020 já disponíveis no Brasil

A Husqvarna é a primeira marca de motos fabricadas na Europa que já possui modelos 2020 à venda no Brasil.

Os modelos de enduro FE 250, FE 350, FE 450 e FE 501 e os de motocross TC85, FC 250 e FC 350 já estão nas lojas da Power Husky, em São Paulo. 

Maiores informações abaixo e contatos pelo site https://www.powerhusky.com.br/enduro/ ou pelo Zap (11) 94945-0008

 

 

EDITORIAL: Mercado em movimento Os últimos anos tem sido de grandes mudanças para o mercado das motos. 

A mais recente foi a aquisição da marca Gas Gas pela KTM. O cada vez mais gigante austríaco KTM, que no passado adquiriu a Husaberg e a Husqvarna, dá uma nova tacada.

No caso da Husaberg, pouco tempo depois a marca foi descontinuada. No caso da Husqvarna, a marca apenas se manteve como se tornou a linha premium, contendo os itens mais modernos produzidos pela KTM e suas fornecedoras. 

E sobre a GAS GAS? Já se sabe que a marca permanecerá viva. Os planos 2020 já foram anunciados, colocando a marca de origem espanhola em competições que ela teve pouca expressão no passado, como as provas de Rally, e também na inédita opção MOTOCROSS. Quem imaginaria uma GAS GAS de motocross? Pois é o que teremos em 2020. 

Ah, as motos de trial Gas Gas? Tive acesso a informações de que a KTM teria encomendado 2.000 unidades de motos de trial, que em breve estarão disponíveis com a marca KTM. A se concretizar, os competentes austríacos atingirão o único nicho de mercado que não dominavam até então. 

Nestes últimos anos, chamou a atenção o enorme crescimento da Beta. A fabricante italiana tem ocupado grande fatia do mercado mundial, com motos de excelente qualidade técnica e um melhor posicionamento de preço para os clientes. A Franco-Espanhola Sherco também cresceu consideravelmente. as 3 são as mais fortes empresas do off-road europeu e mundial, quando se trata de enduro. 

Em termos de trilhas, a família Honda CRF (230 + 250) segue imbatível em termos de popularidade, confiabilidade e baixa manutenção. É um cenário muito forte, especialmente no Brasil. E pelo visto, sem concorrência pela frente, já que os processos de CKD no Brasil são lentos, complicados e por conta disso, demorados. 

Temos pela frente o ano de 2020, e resta aguardar as novas mudanças que ele nos apresentará pela frente. 



 




 

 


Entrevista: Vitor Borges

Fotos: Dines Zamai

Ele foi um dos quatro brasileiros na disputa do Six Days, competição considerada a Copa do Mundo do Enduro FIM e que aconteceu em Portugal no mês de novembro. Mineiro, Vitor Borges, começou a carreira no motocross, sendo Campeão Mineiro na categoria 85cc, em 2008.

Depois migrou para o Enduro, onde conquistou o título de Campeão Brasileiro na categoria Amador em 2014. Também em 2014 foi Campeão Mineiro de Cross Country na categoria XC1 e Campeão da Copa EFX 2014, categoria E5.

  • Como e por que começou a praticar enduro?

Iniciei minha participação em provas de enduro, por incentivo do meu pai e paixão por motos e competições. Minha carreira como piloto começou no motocross, onde conquistei alguns títulos importantes, mas em 2011 migrei para o Enduro, modalidade que hoje me dedico e sou apaixonado.

 

  • No mês de novembro você integrou a equipe brasileira no Six Days, em Portugal, competição que é considerada a copa do mundo do Enduro FIM. Como você recebeu esta notícia?

A oportunidade de participar dos Six Days veio a partir do apoio do meu pai, junto a MXF, que me proporcionaram realizar esse sonho, sou muito grato a eles por ter participado do Six Days esse ano, competição considerada a Copa do Mundo de Enduro, onde estavam os melhores pilotos do mundo.

 

  • Agora sobre a moto, como foi o desempenho da moto MXF 250RXi na prova mais dura do mundo no calendário do Enduro FIM?

A moto se portou muito bem, optamos por andar em uma moto original, e ela provou ter uma resistência indiscutível: completou 6 dias de ouro Enduro, em difíceis trilhas e situação, provando ser uma boa moto.

 

  • Qual a principal dificuldade durante os seis dias de prova? E como terminar um dia extremamente cansativo e ainda ter que trocar pneu em poucos minutos?

Pra mim o maior desafio dos 6 dias de prova foi a quilometragem rodada por dia, foram quase 300km por dia, tornando a prova muito cansativa. Não só fisicamente, mas também mentalmente.

 

 

  • Quais as principais diferenças entre as competições de Enduro no Brasil e em Portugal?

Com certeza a maior diferença é o nível técnico dos pilotos lá fora. No geral esse nível é bem maior do que no Brasil, mas estamos em constante evolução, e esse ano tivemos bons tempos comparados aos melhores do mundo. Prova que o Campeonato Brasileiro está evoluindo, as provas estão em um bom nível, e os pilotos vem crescendo junto. Estamos no caminho certo, é só uma questão de tempo para chegaremos lá.

 

  • O nível do enduro numa prova como essa é muito alto. Você acredita que se as provas no Brasil fossem um pouco mais duras, como a última etapa na cidade de Patrocínio (MG,  elevaria o nível do esporte no país?

Sim, mas as provas do Campeonato Brasileiro estão em um bom nível técnico, a maioria delas. O que vai fazer subir mais ainda o nível dos brasileiros é a competitividade. E, na minha opinião, o intercâmbio de pilotos estrangeiros para o campeonato, e também pilotos brasileiros indo para fora competir, é o que mais vai fazer subir o nível. Claro que contando com um bom campeonato, o que já estamos tendo.

 

  • Como eram as provas especiais e deslocamentos? Havia mais estradas ou trilhas fechadas com alto nível técnico e CH (controle de horários) apertados?

Os deslocamentos do Six Days não têm tanta dificuldade técnica, só um lugar ou outro. A maior dificuldade está na quantidade de motos que passam no lugar, e as cavas, buracos que ficam por toda parte, não há nenhum metrô se quer, liso e sem buraco! As especiais são em sua grande maioria rápidas, de velocidade, mas com muito, muito buraco por toda parte! CH com tempo bem justo, se não andar em um bom ritmo, fluindo, sem cair e errar, não chega no tempo proposto.

 

  • Em 2020 pretende explorar alguma outra modalidade do off-road como rally ou hard enduro?

Para o próximo ano tenho como objetivo principal o Campeonato Brasileiro de Enduro. Novas oportunidades estão por vir e quero me dedicar e dar o meu melhor, para ter o resultado desejado. Algumas provas além do Campeonato podem ser feitas, mas nada confirmado, a dedicação e foco vai ser mesmo no Brasileiro de Enduro.
 

Ryan Dungey de volta as competições nos EUA

A Factory Connection Racing anunciou hoje que Ryan Dungey se juntou à equipe GEICO Honda como proprietário do time. Na verdade, Dungey comprou uma parte da equipe satélite Honda, o nove vezes campeão do AMA (cinco no Supercross e quatro no motocross) havia se aposentado no final da temporada de 2017 pelo time KTM, por isso, a notícia revelada hoje pegou todos de surpresa. Dungey deverá atuar de forma direta no seu novo cargo, auxiliando os pilotos do time nos treinos e corridas.

"Depois que parei de correr, preferi esperar por um tempo para tomar a decisão mais acertada e que fizesse sentido para mim e minha família. Isso aconteceu e é uma grande oportunidade. A Factory Connection Racing é uma grande equipe e de muito sucesso que conta com ótimos pilotos. Com certeza poderei passar a minha experiência e conhecimento à próxima geração e às futuras gerações de motociclistas; como sou proprietário de uma parte do time agora, sabemos que é algo a longo prazo e que posso ajudar a construir um grande futuro. Fora tudo isso, o envolvimento com a Honda está sendo ótimo, há muitos aspectos positivos e estou animado para começar a trabalhar. ” revelou Dungey.

"Estamos muito satisfeitos por ter um campeão da tamanho de Ryan junto conosco", disse o proprietário da Factory Connection Racing, Richard "Ziggy" Zielfelder. "Seu curriculum fala por si, mas ele também sempre foi conhecido como profissional fora da pista. Estamos muito confiantes de que o envolvimento dele com a equipe nos ajudará a continuar crescendo e melhorando, e esperamos um futuro bem-sucedido juntos ”.

 

 

Nostalgia Off Road: 1983

 

Em 1983 nasceu o Enduro da Independência, maior prova de Enduro de Regularidade do Brasil. Neste ano, o EI completou a 37ª edição.

Veja informações importantes do EI de 1983.
 
DURAÇÃO: 3 dias LARGADA: Rio de Janeiro/RJ PERNOITES: Barbacena/MG, Ouro Preto/MG
 
CHEGADA: Belo Horizonte/MG
 
VITÓRIA: Roberto Márcio e Helder Rabelo (MG) – Yamaha DT 180
A primeira edição teve 440 pilotos inscritos, divididos em 220 duplas, numa única categoria. O levantamento inicial aconteceu a bordo de um carro GURGEL, emprestado pela TV Globo Minas. A parte final do levantamento foi realizada por 6 integrantes do Trail Clube Minas Gerais: João "FBM” Quintiliano, Ricardo Lott Guerra, Paulo Fiote, Téo Mascarenhas, Rômulo Rocha (Presidente do TCMG) e Ricardo Bento Filho. Após a largada, os pilotos percorreram alguns quilômetros em plena Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, feito inimaginável atualmente, devido ao trânsito intenso no local.
 



 
 
 

Six Days - Vale ir para conferir de perto

Texto: Renato JECA JOIA Furmann

Fotos: Amarildo Martins e JECA JOIA

 

O maior evento mundial de enduro é uma atração imperdível para quem tem paixão por este esporte. 

A edição 2019 do ISDE (International Six Days Enduro) foi realizada em Portugal. Esta é a mais antiga e maior competição mundial de Enduro. 

A cada ano é realizada em um país diferente. Em 2003 o Brasil teve a oportunidade de receber o Six Days, numa edição que entrou para a história, pois foi a única que recebeu a lenda, Stefan Everts. O piloto Belga, então Campeão Mundial de Motocross, topou o desafio proposto pela Acerbis e viajou até o Brasil para testar suas habilidades na trilha. "Eu fazia trilhas de moto com meu pai quando era criança, mas não cheguei a competir nesta modelidade.", comentou Everts à reportagem do Jornal Jeca Joia, que esteve presente no evento de Fortaleza. 

 

PORTIMÃO

O sul de Portugal, região conhecida como Algarve, foi a sede do ISDE 2019. A cidade de Portimão é um dos pontos turísticos mais famosos no verão europeu, recebendo milhares de turistas vindos de todas as partes do continente. Distante 20 quilômetros da cidade, o Autódromo Internacional de Portimão foi o epicentro do evento. 

De lá os pilotos saíam para as trilhas e retornavam, a cada volta, mais cansados e também mais próximos do principal objetivo: completar 6 dias intensos de disputas pelas trilhas. Por falar em trilhas, elas não estiveram das mais desafiadoras, se comparado a edições passadas. Mas São Pedro atuou fortemente no evento, enviando chuvas fortes nos primeiros dias. 

E como o Outono Europeu costuma ser bastante frio, este foi um obstáculo a mais para os participantes. No terceiro dia, chuva e frio fizeram uma combinação que deixou os pilotos batendo os dentes dentro do capacete. 

BRASILEIROS

A quantidade de pilotos brasileiros foi impressionante. Ouso dizer que havia mais brasileiros correndo o ISDE 2019 de Portugal do que havia em 2003, quando a prova foi realizada no Brasil. Destaque, sem dúvida, para Bruno Crivilin. O atual campeão brasileiro, apesar de jovem, é o que gera maior expectativa em torno de resultados. 

Talvez a pressão por resultados ainda seja forte demais para a cabeça do piloto. Com uma velocidade incrível, ele acabou se prejudicando com tombos que nitidamente o desconcentraram durante a corrida. Há de se concordar que não é nada fácil levar o tradiciolnal nome da Honda para o principal palco do enduro mundial. Apesar das dificuldades iniciais, ao longo da prova ele estabeleceu um tirmo que o deixou entre os 30 melhores pilotos do mundo. Claro que ele pode muito mais do que isso, mas é preciso tempo para que se chegue lá. 

Gabriel Tomate, também piloto da Honda, em sua primeira experiência internacional, mostrou um excelente preparo técnico, físico e psicológico. Ao final do evento, sem dúvida, ele conquistou uma excelente reputação. Enfim, muitas vezes, especialmente quando se é muito jovem, correr com menor pressão auxilia a conquistar melhores resultados. 

Nocolas Rodrigues foi o terceiro jovem piloto da Honda. Junto a Bruno e Gabriel, integrou a equipe Júnior do Brasil, capitaneada por Felipe Zanol. Como Rodrigues teve um ano de poucas corridas, já que passou boa parte da temporada machucado, seu desempenho estava abaixo do esperado. Para complicar, um problema mecânico durante o evento acabou eliminando-o da disputa. E como é uma competição por equipes, isso acabou por prejudicar a colocação do time. Vale lembrar que os pilotos também buscam resultados individuais, que podem lhes garantir medalhas de ouro, prata e bronze, dependendo do tempo final que eles obtiverem em relação aos vencedores de cada categoria. Como na categoria Junior não é permitido descarte dos piores resultados, o Brasil finalizou o evento na 13ª colocação. Caso Nicolas tivesse continuado na prova, acredita-se que poderíamos ter finalizado entre o 5º e o 7º lugares. 

O Brasil também contou com uma equipe nacional, correndo pela principal categoria, a World Trophy. Os convocados foram Maurício Fernandes, Gustavo Pellin, Jesus Fernandes e Vitor Borges. Nielsen Bueno seria um dos integrantes deste time, porém se machucou poucos dias antes da prova. Maurício era o mais experiente do grupo, já contando com outras participações no ISDE e também uma guerreira disputa do Red Bull Romaniacs. Pellin é outro bravo piloto, com destaque a nível brasileiro, que igualmente disputou edições anteriores do ISDE e do Romaniacs. O regulamento da prova contabiliza os três melhores resultados de cada País, para efeitos de classificação. Ao longo da disputa o Brasil perdeu Jesus Fernandes, que abandonou a prova no terceiro dia. Felizmente os outros três pilotos continuaram firmes e deram o melhor de si. Ao final o Brasil terminou na 16ª posição, à frente da Inglaterra. 

 

MULHERES

A categoria Feminina foi um show à parte, não só pela quantidade quanto pela quantidade de mulheres participantes. Feras como a norte americana Tarah Gieger, várias vezes campeã do AMA Motocross, estiveram na prova. Aliás, por falar em EUA, a organização to TEAM USA é algo que por si só já vale a visita ao evento. A equipe está empresa bem uniformizada e tudo é rigorosamente organizado, sem dúvida, um show à parte. 

 

MOTO BRASILEIRA

A MXF Motors do Brasil teve a coragem de enviar sua moto, que é fabricada na China, para correr lado a lado com os melhores pilotos do mundo. Dentre o mar de motos européias e japonesas, creio que a MXF era a única chinesa presente. O objetivo da empresa era mostrar aos clientes brasileiros que a moto tem uma qualidade de peças e de motor suficientes para disputar uma competição internacional de alto nível. O piloto Vitor Borges (veja a entrevista na edição 162/Dezembro 2019 da Revista Pró Moto), encarou o desafio e completou todos os dias. E não pense que ele completou nas últimas posições, pelo contrário. O jovem mineiro esteve sempre ali no pelotão intermediário. Isncrito individualmente na categoria Principal, a E1, ele terminou na 35ª colocação.Fez tempos melhores que diversos pilotos estrangeiros a bordo de motos Husqvarna e Yamaha, por exemplo. Não podemos deixar de dar parabéns aos responsáveis pela MXF Motors do Brasil, pela ousadia. Só dá a "cara a tapa" quem confia no produto que faz. Aliás, vale lembrar que a moto utilizada por Vitor viajou direto da China para Portugal e a única alteração que sofreu foi a troca das bengalas de suspensão dianteira. O piloto levou suas próprias suspensões para a disputa, algo que mesmo as equipes de ponta fazem.

 

MAIS TESTES

E são várias as marcas que aproveitam um evento como este para fazer teste de seus produtos em escala real. Outro exemplo relacionado ao Brasil é a DYVA SUSPENSION, novo sistema de suspensões que equipou diversas motos no ISDE 2019, inclusive a Husqvarna dos Brasileiros Maurício Fernandes, Jesus Fernandes e as motos do "Clube Brasil", um time formado por Manuel Jesus Correia, José Manuel Simas "Portuga" e William Almeida Jr. Os três experimentaram a suspensão DYVA durante toda a prova e ao final confirmaram que este sistema deixou a caminhada menos complicada. Fica aqui o telefone do Fábio, que é o responsável pela Dyva no Brasil: (11) 94762-8533.


 

RESULTADOS 

Na principal categoria, Estados Unidos, Austrália, Itália e Espanha travaram um forte duelo ao longo dos dias. O australiano Daniel Sanders foi brilhante ao longo do evento, bem como o norte americano Taylor Robert. Eles e Josep Garcia, da Espanha, tinham uma tocada nitidamente superior à dos demais. Ao final, venceu o conjunto dos EUA, que tinha também outras feras como Ryan Sipes, Kailub Russel. Steward Baylor, quarto norte americano do time, teve os piores resultados na prova, mas ao final subiu ao topo do pódio com seus companheiros. Austrália em segundo, Itália em terceiro, Espanha em quarto e Finlândia em quinto. Estes foram os melhroes países. 

Na Júnior, quem venceu foi a Austrália, com os EUA em segundo e a Espanha em terceiro. Portugal e Bélgica, respectivamente, completaram os 5 primeiros. Entre as mulheres, vitória incontestável do "Dream Team" norte americano, com Terah Gieger, Brandy Richards e Rebecca Sheets. Alemanha ficou em segundo e Inglaterra em terceiro. Suécia e Espanha completaram o pódium.

Em termos individuais, Daniel Sanders foi (E3) o melhor piloto do evento, com Josep Garcia (E1) em segundo e Taylor Robert (E2) em terceiro. Cada um foi o vencedor da sua própria categoria individual, E3, E1 e E2, respectivamente. 

Dentre as mulheres, a mais rápida foi Maria Franke, da Alemanha, com Brandy Richards em segundo e a britânica Jane Daniels em terceiro. 

MARCAS

Também há uma disputa entre as fabricantes de moto. O time 1 da KTM foi o vencedor, com o time 2 em segundo lugar. No primeiro time da fábrica laranja estavam os pilotos Ryan Siper, Taylor Robert e Josep Garcia. Em terceiro ficou Honda 1, com Husqvarna 3 em quarto e Honda 2 em quinto. 

 

VINTAGE

De uns anos para cá, uma nova categoria foi criada no ISDE. A categoria VINTAGE é destinada aos pilotos e às motos antigas. É outro show à parte que compensa a viagem. você pode assistir incríveis motos dos anos 60, acelerando forte. No comando, feras do esporte, como Giovani Sala, lado a lado com trilheiros comuns. É realmente um show. 

A vitória geral ficou para o time italiano, formado por Sala, Mario Rinaldi e Alessandro Zamparutti. Em segundo ficou A Alemanha, com a França em terceiro lugar. Vale lembrar que esta categoria corre apenas os 4 últimos dias de prova.

ENCERRAMENTO

Dos 6 dias de evento, "apenas" os 5 primeiros são disputados na trilha. O sexto e último dia é normalmente reservado para uma corrida de velocross, ou mini motocross, ou supermoto. Na edição 2019 a disputa aconteceu numa espécie de velocross com apenas um salto de mesa bempequena. Como é uma disputa rápida, ela pouco altera no resultado final do evento. 

VALE A PENA?

Estar no SIX DAYS e ver de perto todos aqueles pilotos e equipes é algo que compensa todo e qualquer investimento. Ali você confere de perto os melhores do mundo, com equipes muito bem estruturadas e o acesso às trilhas é sempre muito fácil. Vê-los andar de moto é algo altamente gratificante e inspirador. Claro que andar como eles é algo que deixaremos para uma próxima oportunidade de vida. Prepare-se desde já, a próxima edição (número 955) acontecerá na Itália, no final de 2020. 

Potência e muita tecnologia

No mês de novembro trouxemos um grande comparativo das motos de MX2, uma categoria bastante eclética e que atende a maioria dos pilotos. Agora é a vez das não tão versáteis 450 cilindradas, motos potentes e que exigem muito do piloto, por isso, máquinas apropriadas apenas para quem já tem uma boa experiência. Assim como nas "duques”, contamos com seis modelos para este comparativo, mas somente uma delas vai levar o título. Outras talvez não fiquem felizes com o que temos a dizer, porém, em uma disputa dura como é o motocross, só os mais bem preparados alcançam o alto do pódio. Leia atentamente o que temos a dizer e escolha a sua nova 450 cilindrada, pois existe um foguete desses ideal para cada tipo de piloto! Ah, dessa vez resolvemos falar de cada uma por ordem alfabética, o resultado só vai ser visto para quem chegar até o final da matéria.

Honda CRF450R

O modelo 2020 da Honda praticamente não sofreu alterações em relação a esta temporada. Ao contrario da sua irmã menor, os engenheiros seguem apostando em um propulsor com comando de válvulas simples (UNICAM). As suspensões seguem a cargo da Showa, na verdade, as mudanças estão relacionadas exclusivamente a ECU, que foi reprogramada e ganhou três novos mapas selecionáveis pelo piloto. Além disso, agora a 450 vermelha vêm equipada com um modo de controle de tração com três níveis de controle. Quando acionados, fica nítido que a CRF muda de personalidade e isso é, sem dúvida, um dos pontos fortes do modelo.

A potência é o trunfo da CRF 450R há alguns anos e para 2020 essa segue sendo a sua principal característica. Na verdade, o modelo parece estar ainda mais rápido, contudo, o trabalho de programação dos engenheiros foi bem feito, pois a moto é razoavelmente gerenciável. Outro ponto forte do modelo como sempre é o seu chassi, já nos acostumamos a elogiar a ergonomia do modelo e ela segue sendo uma referencia no assunto. Independente do piloto e seu biotipo, todos se sentem confortável sobre a máquina vermelha. Mas com certeza são os pilotos mais rápidos e agressivos que ficam completamente a vontade na CRF, para aqueles que ainda não são profissionais, a tecnologia é a solução para deixar a Honda mais mansa e adequada através da eletrônica. A suspensão dianteira, apesar de firme, agrada a qualquer tipo de piloto.

O ponto fraco é justamente esse, apesar de poder "domesticar” a moto através da eletrônica, a Honda segue sendo uma moto muito mais voltada para pilotos profissionais. Apesar das opções tecnológicas, a 450 vermelha pode ser um tanto intimidadora para os pilotos mais velhos ou menos experientes. São 108, 4 kg para muitos cavalos, isso aliado a grande maneabilidade pode significar um exagero de moto para alguns. Como de costume a embreagem da CRF deixa a desejar, com engates nem sempre precisos e um manete pesado para uma moto 0 km. A suspensão traseira não acompanha perfeitamente as bengalas, por isso é preciso ajustá-la para que a moto "converse” adequadamente.

A Honda fez um progresso incrível com suas alterações no mapeamento, de alguma forma tornou a moto mais rápida ainda, porém, mais difícil de controlar. O modelo ainda sofre de algumas das falhas que são evidentes há anos, como a embreagem fraca, muito peso e uma disposição voltada demasiadamente para os profissionais.

Husqvarna FC 450

Podemos dizer que a aquisição da Husqvarna pela KTM foi a melhor e a pior coisa que aconteceu a marca. A FC 450 se beneficiou de algumas das melhores tecnologias do mundo das motocicletas e melhorou de várias formas possíveis da noite para o dia. Por outro lado, tornou-se parceiro da KTM e, por isso, compartilha a maioria dos componentes com a prima laranja. Contudo, o modelo 2020 representa um pequeno passo em direção à autonomia da Husqvarna criando a  sua própria identidade. A Husq, agora faz seus próprios testes para o ajuste final das suspensões e o objetivo é atrair um cliente diferente.

A 450 branca ainda tem um motor estranhamente suave em relação as rivais. Não parece ser rápido, mesmo que na pista se mostre eficiente. Para este ano, os engenheiros mexeram no que já havia se tornado uma reclamação recorrente, a falta de ventilação do motor. Sendo assim, a nova caixa de ar ganhou furos extras que fazem com que a FC respire melhor.

Com os novos mapas e o fluxo de ar aprimorado, a moto ficou nitidamente mais rápida, mas não intimidadora como a CRF, por exemplo. Quando você pilota a Husq, imediatamente percebe sua leveza e suavidade. Isso é um grande bônus em todos os sentidos, já que consegue acelerar mais rapidamente, reflete em uma melhor tração, um contorno de curva exemplar e um comportamento geral menos exigente que as rivais japonesas, a maioria das quais pesa uma porção de quilos a mais. Outros pontos a serem notados na FC são os seus excelentes freios e a embreagem hidráulica.

O chassi, porém, ainda não chegou ao ponto ideal, depois da mudança em 2019 no qual ele foi reforçado pensando nos pilotos profissionais, o comportamento foi afetado. É verdade que a configuração mais suave das suspensões para 2020 atenuaram um pouco a rigidez do quadro, mas a moto ainda se mostra demasiadamente dura. As bengalas pneumáticas WP XACT 48 é uma maravilha de simplicidade e economia de peso, mas em termos de desempenho não são páreas para algumas das suspensões de mola helicoidal que saem do Japão. 

O que podemos dizer é que as mudanças de 2019 nem todas foram acertadas, por isso a FC450 2020 deveria ter trazido mais novidades do que apenas um novo acerto de suspensão e uma nova caixa de ar. Sem dúvida estamos diante de uma  ótima motocicleta equipada com peças de altíssima qualidade, mas o mundo das 450 de cross é muito competitivo para que um fabricante possa se dar ao luxo de ficar parado por uma temporada inteira.

Kawasaki KX 450

A Kawasaki foi uma grata surpresa em 2019, quando a fabricante provou que as fabricas japonesas ainda podem fazer frente a dinâmica das rivais européias. Com importantes mudanças no propulsor que chegou com a tão esperada partida elétrica, a KX também foi a única moto de cross vinda do Japão com embreagem hidráulica, além de várias outras melhorias no conjunto. A Kawasaki também ficou com o título de a mais leve das 450 japonesas e uma das motos de motocross mais bem-sucedidas de todos os tempos. Agora, o modelo 2020 chega sem uma única mudança mecânica. Não temos certeza se isso é arrogância ou confiança!

A KX 450 é praticamente perfeita, ela concilia de maneira espetacular a estabilidade e leveza das rivais européias com o ótimo acerto de suspensões e a grande maneabilidade das conterrâneas japonesas. É uma motocicleta totalmente previsível e "educada”, seu propulsor tem mais baixa que qualquer outro da categoria, facilitando a pilotagem. As bengalas são tão boas que agradam pilotos de qualquer nível, desde o iniciante ao profissional. A embreagem hidráulica foi um tremendo acerto e a KX responde com precisão neste item, os freios apesar de não serem tão potentes como os da KTM e da Husq, são muito bons. Fora isso a KX é a única das seis motos que permite ajuste de altura das pedaleiras.

Apesar da boa potência, o motor não consegue render da mesmas forma em alta rotação, o que, para pilotos profissionais, pode ser um problema. A medida que as rotações crescem, o desempenho perde vigor e ela só não fica atrás da Suzuki perto do corte de giro. Justamente por essa característica, o piloto é obrigado a fazer mais trocas de marcha que em outras motos. Assim como as suas rivais, a KX também disponibiliza três diferentes mapas de potência, no entanto, o sistema para selecioná-los é antiquado e desajeitado se comparado com os outros modelos.

Foi uma excelente surpresa pilotar a KX 450 2019, portanto, é obvio que gostamos do praticamente idêntico modelo de 2020. A moto reuni excelentes características que fazem dela uma motocicleta eclética e que atende a grande maioria dos pilotos. O ótimo torque em baixa, a suspensão com um acerto extremamente sensível e a embreagem hidráulica fazem da KX 450 uma das melhores opções da MX1.

KTM 450SX-F

Depois de vários anos seguidos apresentando motocicletas com muitas mudanças, talvez por falta de convicção, enfim a KTM parece ter acreditado estar no caminho certo e em 2020 traz um modelo sem tantas alterações e bastante competitivo. A marca segue apostando em um cabeçote com comando de válvulas simples, assim como a embreagem de mola de diafragma acionada hidraulicamente e as bengalas WP modelo XACT 48 mm tradicionais dos modelos KTM. Depois das criticas sobre o chassi no modelo 2019, que, assim como a Husq se mostraram rígidos demais, para temporada 2020 o modelo recebeu alguns ajustes. Além disso, a KTM lidou com isso desenvolvendo novas configurações de suspensão. Em relação ao motor, um novo mapeamento e o novo sistema de caixa de ar com fluxo maior são as novidades da máquina laranja. 

Com muitos componentes de alta qualidade, é inegável que a KTM se coloca um degrau acima de suas rivais japonesas. Dos freios a embreagem, entre outros detalhes, a SX-F apresenta um nível superior que a maioria dos modelos desse comparativo. Mas na pista, seu principal patrimônio é o motor potente, porém, com uma entrega suave e efetiva. A entrega extremamente progressiva é um trunfo da KTM que também tem o conjunto mais leve da categoria; até mesmo sua prima FC 450 é meio quilo mais pesada – as outras rivais quase todas pesam cerca de 7 kg mais. Isso permite que a KTM se comporte melhor em praticamente todas as circunstâncias. Sem falar que sua geometria é bastante acertada, o que, mesclada com o peso leve, faz dela uma devoradora de curvas.

Alguns podem querer uma entrega de potência mais agressiva, mas a verdade é que menos muitas vezes é mais. A alteração do chassi em 2019 não é uma unanimidade e, mesmo com alguns ajustes para minimizar a rigidez, ele ainda está lá. De qualquer forma, A KTM têm influenciado o design moderno do motocross, tanto que parece que os fabricantes japoneses esperam para ver o que a marca vai fazer para aí sim decidir os próximos passos. 

A 450SX-F segue sendo uma motocicleta de ponta, mas este ano é uma mistura de um chassi exclusivo para profissionais e um motor voltado para os amadores.

Suzuki RM-Z450

A Suzuki é uma espécie de motocicleta vintage, e por incrível que pareça, algumas pessoas gostam dela justamente por isso. Um número crescente de saudosistas afirmam que as motos do início do século XXI são melhores que as máquinas atuais, será? Mas a verdade é que a marca reformulou a sua 450 há dois anos e nesta mudança sequer incorporou a partida elétrica ao modelo. Nesta mudança, os engenheiro optaram apenas por utilizar as bengalas Showa de molas helicoidal, fora isso, a motocicleta é praticamente a mesma desde 2008, ou seja, já são 12 anos sem uma grande novidade ou aprimoramento fino de sua máquina de MX1.

Para os otimistas, o bom disso é que você sabe exatamente o que está comprando, afinal, não há nada não testado ou experimental. O mote mais forte da Suzuki segue sendo o conjunto bem equilibrado de forma geral, no qual, o piloto consegue entrar nas curvas sem dificuldade e ainda ter um bom equilíbrio e desempenho em saltos e buracos. O propulsor é suave e tem boa potência, desde que você não seja um profissional que queira o topo do pódio. Os freios são descentes e a embreagem, apesar de não ser hidráulica, é leve. A maior vantagem de se permanecer inalterada por tanto tempo é o preço, razoavelmente menor que os da rivais.

Em contrapartida, a RM-Z é a única motocicleta deste comparativo que ainda não disponibiliza a partida elétrica. Ela ao menos poderia compensar isso de alguma maneira, como por exemplo ser mais leve que a rivais já que não tem bateria, mas nem isso. Pelo contrario, é a mais pesada, ainda que seja só por meio quilo. E ainda que a gente tenha mencionado que a Suzuki tem uma moto equilibrada, ela sequer é a melhor neste quesito. Para completar, as suspensões não conversam de forma harmoniosa,  o que prejudica o único ponto a favor da Suzuki que é o seu bom comportamento geral, enfim, já passou a hora de mudar.

Enfim, com um pouco de trabalho, a RM-Z450 pode até ser uma opção para quem ainda não tem tanta experiência, com grande investimento até profissionais podem ter algum resultado, como o time JGR vêm provando nas provas do AMA SX e MX. Mas a verdade é que a Suzuki passa uma sensação de um projeto interrompido ao meio, está bem aquém das demais.

YZ450F 

A Yamaha foi a única marca a investir de forma pesada em mudanças para a temporada 2020. Visualmente, a YZ450F pode não parecer trazer tantas alterações, mas os engenheiros trouxeram novidades na estrutura do chassi, novas peças internas no propulsor, novos freios, alem de uma longa lista de outras pequenas mudanças. Contudo, a Yamaha segue com a proposta do cilindro inverso, no qual a saída de escape para trás e o filtro de ar na parte superior (onde é o tanque das outras motos). A grande inovação por parte da marca surgiu em 2018, quando a YZ adquiriu um sistema Mikuni de injeção de combustível que incorporava conectividade Wi-Fi a qualquer smartphone. Isso permite que você altere o mapeamento facilmente na pista modificando e deixado a moto do jeito que quiser. Um interruptor no guidão permite alternar entre dois mapas em tempo real.

Para 2020, a Yamaha disponibiliza o melhor motor produzido  pela marca nesta categoria. Ele tem uma força inacreditável e é completamente gerenciável. É uma missão dificílima conciliar uma moto que agrade pilotos amadores e também profissionais, mas a YZ450F é esta máquina. A Yamaha fez um trabalho tão bom neste motor que isso tornou-se possível. Ainda que ela forneça a possibilidade de milhões de acerto, o mapa original é tão satisfatório que não sentimos a necessidade de mexer. O conjunto também merece destaque frente as rivais quando o assunto são as suspensões. Em uma categoria onde a competitividade é a palavra de ordem, as bengalas e o amortecedor Kayaba se sobre-saem. A Yamaha ainda entrega uma motocicleta altamente confiável, que é a cereja do bolo.

Mesmo com tantos elogios, a YZ ainda não é uma unanimidade pois nem todos os pilotos sentem-se confortável sobre a máquina azul. Em termos ciclísticos, a YZ é capaz de receber elogios e criticas, dependendo do tipo de tocada de cada piloto. Todos concordam quanto a sensação desta 450 parecer pesada ao contornar as curvas. Sua posição de pilotagem também é polemica, já que o assento está posicionado a uma boa diferença de altura em relação ao guidão. Os freios são bons, mas não ótimos.

A YZ450F já foi uma motocicleta controvérsia e polêmica, contudo, muitos destes detratores são obrigados a assumir que o modelo 2020 tem inegáveis pontos fortes. As antigas queixas até podem aparecer em um ou outro quesito, mas desaparecem ano a ano graças ao bom trabalho dos engenheiros azuis. O ergonomia e ciclística podem ser melhoradas, mas o motor e as suspensões da YZ são os melhores da categoria rainha.

O resultado

Por tudo o que foi falado e analisado, elegemos a KX450 como a melhor entre as seis 450 cilindradas deste teste. A Yamaha que mostrou ter o melhor motor e suspensão ficou com o segundo posto, enquanto a KTM segue firme sempre entre as melhores muito próxima das primeira colocadas com o 3º lugar e um degrau do pódio. A Husqvarna, que segue praticamente a mesma receita da sua prima laranja ficou com o 4º lugar a frente da Honda, que mostrou-se uma motocicleta incrível, mas um tanto intimidadora para os pilotos menos experientes. A lanterna ficou como não poderia deixar de ser com a Suzuki, uma moto arcaica em relação as rivais e que, caso não traga novidades nas próximas temporadas, seguirá distante da luta por vitórias.

 

 

A KTM e a DHL renovam parceria para a equipe de Enduro

A KTM Motorsport / KTM Factory Racing tem o prazer de anunciar uma nova extensão do seu contrato de patrocínio com a empresa de logística líder mundial DHL e DHL Express Austria. Assinando oficialmente um novo contrato de três anos na sede da KTM Motorsport em Munderfing, Áustria, a DHL apoiará a equipe de enduro da Red Bull KTM Factory Racing durante as temporadas de 2020, 2021 e 2022.

Parceiros desde 2008, a DHL Expres tem trabalhado em colaboração com o time oficial de Enduro laranja fornecendo soluções logísticas e apoio desde então. Neste período, juntas as empresas conquistaram nada menos que 21 títulos mundiais. Além de outras vitórias importantes em provas de Hard Enduro como o Ezberg Rodeo (oito vezes) e outros dois títulos no Red Bull Romaniacs.

Formada há 50 anos em 1969, a DHL é especializada em logística mundial. Agora presente em mais de 220 países e territórios, a empresa possui uma força de trabalho de mais de 380.000 funcionários.

A equipe de enduro da Red Bull KTM Factory Racing, apoiada pela DHL Express, entrará em ação no próximo dia 7 de dezembro, onde competirá na rodada de abertura do Campeonato Mundial SuperEnduro da FIM, em Cracóvia, Polônia.

"Estamos extremamente orgulhosos de ter o principal fornecedor de logística do mundo mais uma vez acreditando na KTM, em nossos pilotos e em nosso programa de Enduro. Após esta parceria de enorme sucesso e que se estende por mais de 10 anos, estamos totalmente focados em iniciar nossa segunda década em conjunto com a DHL, buscando com sucesso contínuo nas corridas ", disse Pit Beirer, diretor da KTM Motorsport.

Ralf Schweighöfer, diretor administrativo da DHL Express Áustria, "Nós da DHL Express estamos orgulhosos de poder estender nossos muitos anos de sucesso com a atual colaboração de patrocínio da KTM por mais três anos. KTM e DHL são duas marcas globais com um ótimo foco no cliente e os mais altos padrões de qualidade. O que nos une é a nossa paixão por melhorar a cada dia e o desejo de conectar as pessoas. Ao ajudar a KTM com a logística da equipe de Enduro, ajudamos a garantir que eles continuem sendo o número um nas pistas, o que traz um sorriso ao rosto dos fãs do automobilismo em todo o mundo ".

Pro Tork se une ao Rally dos Sertões

Velocidade, adrenalina, emoção e superação. Palavras que definem o Sertões – o maior rally das Américas, e também a Pro Tork - a maior fabricante de motopeças da América Latina e líder mundial na produção de capacetes. A sinergia é tão grande que elas se unem com o objetivo de fazerem de 2020 a melhor edição da história do evento. O patrocínio foi fechado nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, no estande da marca no Salão Duas Rodas, em São Paulo (SP).

Para o CEO da competição, Joaquim Monteiro, não se trata apenas de investimento financeiro. "O forte apelo comercial da Pro Tork no mercado nos trará muita visibilidade. Iremos explorar novas formas de divulgar a marca Sertões, incluindo produtos licenciados, aproveitando seus milhares de clientes e consumidores espalhados nos quatro cantos do Brasil. Queremos popularizar, nos aproximar de todo e qualquer tipo de motociclista, ter ainda mais a cara desse incrível Brasil", explica.

Segundo o diretor-presidente do Grupo Pro Tork, Marlon Bonilha, o novo acordo só reafirma o posicionamento agressivo da empresa, uma das que mais investem no país em marketing esportivo. Além de apoiar inúmeros pilotos e campeonatos no Brasil e também no exterior, como o caso da equipe Troy Lee Designs, nos Estados Unidos, a marca patrocina modalidades fora do motociclismo, como o futebol, dando seu nome ao estádio do Coritiba, por exemplo.

A 28ª edição do Rally dos Sertões já tem data para acontecer, será entre os dias 14 e 22 de agosto. E com uma grande novidade, terá sua largada realizada na cidade de São Paulo, palco dos primeiros eventos. Porém, isso não significa que a disputa vai deixar seu ambiente usual, entre o Centro-Oeste e o Nordeste, trazendo grandes desafios aos competidores. Todos os detalhes serão divulgados em breve, mas ao que tudo indica, será inesquecível.

Dakar 2020 na Arábia Saudita

 

Em evento realizado em Paris, foi revelado o roteiro da edição 2020 do maior Rally do planeta, o Dakar. Depois de alguns anos sendo realizado na América do Sul, o Dakar deixa o continente sul-americano e desembarca na Ásia. O local da disputa será a Arábia Saudita, no oriente médio. Esta nova etapa da competição foi batizada de “Capítulo III”, afinal, este será o terceiro continente diferente que o evento visita na sua história.

A edição 2020 contará com 12 etapas em um roteiro com quase 8000 km de distância, destes, cerca de 5 mil km’s serão de especiais (trechos cronometrados). Fora a grande distância, outro desafio para os pilotos será a navegação, cujo os organizadores disseram que será extremamente desafiadora. Se não bastasse tudo isso, a caravana do Rally irá desafiar as dunas sauditas.

Outra novidade da edição será a Etapa Super Maratona, na qual os pilotos terão apenas 10 minutos para os reparos mecânicos. Ao contrário das etapas Maratona, quando as máquinas recebiam ajustes depois do trajeto concluído durante a noite. Segundo os organizadores, essa novidade deverá nivelar a disputa entre as equipes maiores e os pilotos com menor suporte. 

A largada está programada para o dia 5 de janeiro na cidade de Jeddah. Depois serão 12 desafiadoras etapas até a chagada na cidade de Qiddivah. No dia 11 de janeiro está previsto o “Day off” para descanso dos pilotos e equipes na cidade de Riyadh. Depois disso, o Rally entra na sua fase mais desafiadora, as gigantescas dunas saudita ao sul do país. 

A organização afirma que a navegação será fundamental durante as três últimas etapas. Já a etapa maratona será realizada entre as etapas 10 e 11, dando à última parte do rali uma dificuldade extra.

Veja abaixo as etapas do Dakar 2020:

1ª etapa: Jeddah – Al Wajh (5 de janeiro)

Cronometrado: 319 km

Deslocamento: 433 km

Total: 752 km

Assistência mecânica: km 639


2ª etapa: Al Wajh – Neom (6 de janeiro)

Cronometrado: 367 km

Deslocamento: 34 km

Total: 401 km

Assistência mecânica: km 239


3ª etapa: Neom – Neom (7 de janeiro)

Cronometrado: 404 km

Deslocamento: 84 km

Total: 489 km

Assistência mecânica: etapa Super Maratona


4ª etapa Neom – Al Ula (8 de janeiro)

Cronometrado: 453 km

Deslocamento: 223 km

Total: 676 km

Assistência mecânica: km 500


5ª etapa: Al Ula – Há’il (9 de janeiro)

Cronometrado: 353 km

Deslocamento: 210 km

Total: 563 km

Assistência mecânica: km 442


6ª etapa: Há’il – Riyadh (10 de janeiro)

Cronometrado: 478 km

Deslocamento: 352 km

Total: 830 km

Assistência mecânica: km 619

 

11 de janeiro: dia de descanso em Riyadh


7ª etapa: Riyadh – Wadi Al-Dawasir (12 de janeiro)

Cronometrado: 546 km

Deslocamento: 195 km

Total: 741 km

Assistência mecânica: km 741


8ª etapa: Wadi Al-Dawasir – Wadi Al-Dawasir (13 de janeiro)

Cronometrado: 474 km

Deslocamento: 240 km

Total: 713 km

Assistência mecânica: etapa Maratona


9ª etapa: Wadi Al-Dawasir – Haradh (14 de janeiro)

Cronometrado: 415 km

Deslocamento: 476 km

Total: 891 km

Assistência mecânica: km 737


10ª etapa: Haradh – Shubaytah (15 de janeiro)

Cronometrado: 534 km

Deslocamento: 74 km

Total: 608 km

Assistência mecânica: etapa Maratona


11ª etapa: Shubaytah – Haradh (16 de janeiro)

Cronometrado: 379 km

Deslocamento: 365 km

Total: 744 km

Assistência mecânica: etapa Maratona


12ª etapa: Haradh – Qiddiyah (17 de janeiro)

Cronometrado: 374 km

Deslocamento: 73 km

Total: 447 km

Assistência mecânica: km 341

Total cronometrado: 5.097 km

Total deslocamento: 2.759 km

Total: 7.856 km

Total assistência mecânica: 4.267 km

 

Husky TE 300i 2020 já disponível no Brasil

O confiável motor 2 tempos é extremamente simples de gerenciar e, para 2020, apresenta uma série de novos desenvolvimentos que aprimoram seu desempenho líder da classe.

Com injeção eletrônica de combustível, tem fornecimento suave de energia, um torque e potência impressionantes. 

O motor de 2 tempos e 300 cc no TE 300i é o carro-chefe da gama enduro da Husqvarna Motorcycles. Apresentando arranjos de eixo precisamente posicionados para a centralização ideal da massa, um eixo de contra-balanceador que reduz a vibração, uma válvula de potência controlada por duas válvulas e injeção eletrônica de combustível, é a referência no desempenho do enduro.

Maiores informações abaixo e contatos pelo site

https://www.powerhusky.com.br/enduro/

ou pelo Zap (11) 94945-0008

Especificações Técnicas da TE 300i

Motor

Projeto:1 Cilindro, Motor de 2 tempos
Deslocamento:293.2 cm³
Diâmentro:72 mm
Curso:72 mm
Partida:Elétrica
Transmissão:6 velocidades
Embreagem:multi-disco DDS, Hidráulica Magura
EMS:Continental EMS
Emissão de CO2:64,5

 

Chassi

Design do Quadro:Central 25CrMo4 em aço com base dupla
Suspensão Traseira:Amortecedor WP com articulação
Curso de suspensão (frontal):300 mm
Curso de suspensão (traseira):300 mm
Freio dianteiro:Disco
Freio traseiro:Disco
Diâmetro do disco do freio dianteiro:260 mm
Diâmetro do disco do freio traseiro:220 mm
Corrente:X-Ring 5/8 x 1/4"
Ângulo da cabeça de direção:63.5°
Distância ao solo:360 mm
Altura do assento:950 mm
Capacidade do tanque (aprox.):8.5 l
Peso sem combustível:105.4 kg

 

Cerapió prepara roteiro especial

O Rally Cerapió 2020 promete novidades e roteiro especial para os competidores que vão encarar a 33ª edição da tradicional prova off-road do país. A menos de 60 dias do evento, que acontece de 27 a 31 de janeiro, entre os estados do Ceará e Piauí, a organização já realizou os levantamentos dos percursos das Bikes, Motos, Carros, Quadriciclos e UTVs. Nas próximas semanas, serão feitas as conferências dos trajetos, que terão como cidades-sede Fortaleza (CE), Itapagé (CE), Sobral (CE), Pedro II (PI) e Teresina (PI).

Na modalidade Motos, a competição valerá pela abertura do Brasileiro de Enduro de Regularidade, da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo). Por isso, a equipe técnica montou um roteiro  diferenciado para todos os tipos de pilotos e de diferentes níveis.

Assim como nas Motos, Carros 4X4, Quadriciclos e UTVs percorrerão aproximadamente 1.000 quilômetros, em quatro dias de competição. A prova também contará pontos para o Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade, da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

Para quem vai participar da prova de bicicleta, serão cerca de 300 quilômetros de desafios entre Itapagé (CE) e Sobral (CE), além dos circuitos em Pedro II (PI) e Teresina (PI). A disputa fará parte do ranking nacional Stage Race, da CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo).

"O Rally Cerapió/Piocerá existe há mais de 30 anos e a cada edição temos sempre um novo desafio. O fato da prova fazer parte do calendário nacional eleva o nível da competição. Porém, ao mesmo tempo, temos pilotos iniciantes que precisam de um percurso adequado. Nas Bikes, também procuramos sempre manter a igualdade e evitamos revelar a localização exata dos trajetos para que os atletas locais não sejam beneficiados", explica Ehrlich Cordão, diretor geral da competição.

Inscrições

Para participar do Rally Cerapió 2020, é necessário fazer a inscrição pelo

site www.cerapio.com.br ou pelo telefone (86) 98847-0308 ou (86) 3231-0910. Valores promocionais até 31 de novembro.

Check-in online

Todos os inscritos no Rally Cerapió 2020 devem fazer o check-in online, que já está disponível no site www.cerapio.com.br, até 10 de janeiro. É obrigatório enviar os seguintes documentos digitalizados: CPG, RG, comprovante de filiação CBC (caso das Bikes), documento do veículo ou nota fiscal, atestado médico com data a partir de setembro de 2019, passaporte (caso de estrangeiros). 

O Rally Cerapió 2020 tem patrocínio do Governo do Piauí e Ceará, copatrocínio do Consórcio Honda e Prefeitura de Teresina. O apoio é da Prefeitura de Teresina e de Fortaleza, Reron e Audax, com parceria do Teresina Shopping. Colaboração das Prefeituras de Pentecoste (CE), Itapajé (CE), Sobral (CE), Groaíras (CE) e Pedro II (PI). A organização é da Radical Produções

Programação Rally Cerapió 2020

27/1 - segunda-feira

Todas as modalidades - Fortaleza (CE)

8h às 15h - Vistoria técnica

8h30 às 9h - Briefing Carros 4x4

10h 10 às 11h - Briefing Motos e Moto Turismo

11h10 às 12h - Briefing Bikes

17h - Largada promocional

28/1 - terça-feira

Motos, Carros, Quadriciclos e UTVs - Fortaleza (CE) a Sobral (CE) - 280 km

Bikes - Itapajé (CE) a Sobral (CE) - 120 km

29/1 - quarta-feira

Motos, Carros, Quadriciclos e UTVs - Sobral (CE) a Pedro II (PI) - 270 km

Bikes - Circuito em Pedro II (PI) - 80 km

30/1 - quinta-feira

Motos, Carros, Quadriciclos e UTVs - Pedro II (PI) a Teresina (PI) - 260 km

Bikes - Circuito em Teresina (PI) - 60 km

31/1 - sexta-feira

Motos, Carros, Quadriciclos e UTVs - Circuito em Teresina (PI) - 120 km

Bikes - Circuito em Teresina (PI) - 60 km

15h - Festa de premiação

*Distâncias podem ser alteradas após conferência dos percursos

Homenagem: Duas grandes perdas

#RIP NABIL 

Recentemente faleceu um grande e querido amigo, colaborador do motociclismo off-road. Lembro como se fosse hoje, Nabil Zanhar, aquele cara enorme de grande, ajudando o Gustavo Jacob no Levantamento do Enduro da Independência que saiu de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais.

Eu e Michelle (minha esposa, que é também trilheira) estávamos juntos e ela diminuiu a velocidade da Honda CRF 230F para passar um cruzamento. O Nabil vinha "quente" acelerando a Yamaha TTR 230 (parecia um velocípede nele) e para não bater na moto da Michelle, deu aquela brecada forte com a dianteira e tomou um tombaço.... tudo para não bater na moto da Michelle.... Grande coração.

Ficará a lembrança de ter almoçado recentemente junto com ele, no retorno do encontro de motos em Tiradentes/MG. Menos um amigo na Terra, mais um no Céu. Boas trilhas Nabilzão !!! Sentimentos à querida família.

 


Nabil... desde 1983 colaborava nas provas do Enduro da Independência...



 
"Nabil era daquelas pessoas que mesmo encontrando poucas vezes, a imagem dele sempre me vinha na cabeça. Como era bom estar ao lado do Nabil... grande em tudo: no tamanho, no coração, no carácter... carinhoso... um olhar que dizia tudo, sem usar uma palavra, era apenas olhar para o Nabil... anjos em terra são assim. Obrigada Nabil, muito obrigada!" Michelle 'Jeca Girl' Furmann

 


#RIP MÁRCIO


Igualmente gigante foi a perda do querido Márcio, ou "Marcião", como era conhecido o criador das Joelheiras MR PRO. 

Natural de São Paulo, sempre foi apaixonado pelo Motocross. E foi no esporte que ele conheceu o melhor lado da sua profissão. Desenvolveu as joelheiras MR PRO, atendendo à uma demanda que o mercado tinha, por joelheiras que dessem uma melhor proteção aos ligamentos, com um custo mais acessível. 

Seus produtos conquistaram o mundo e fizeram sucesso em outros países, como a Alemanha, por exemplo. 

"Falar do Márcio é muito fácil. O Márcio era a bondade em pessoa. Era a ética em pessoa. Nunca o vi falar mal de ninguém ou fazer comentários negativos. Ele tinha um coração de ouro, ética e respeito muito grande. Duas coisas que o definiam como pessoa eram bondade e respeito. Muitos não sabem mas ele foi um dos pioneiros em criação de produtos para motos e para exportar itens daqui para o exterior. Ele passou por oficinas, como a Winner, do famoso Oscar "Urubu". Ele adorava e vivia o próprio negócio. Ele tinha uma cultura sobre motocicleta incrível. Sabia de tudo que aconteceu nos anos 70, 80 e 90. era muito fácil gostar dele, um cara que conhecia muitas pessoas. Foi um grande amigo meu e a perda dele vai ser muito sentida. Um baita profissional do mercado, que olhava para o atleta com um outro olhar. A gente precisa de mais "Márcios" no mercado, que entendam o que é viver a moto no motociclismo. Fiquei sabendo que a Família vai continuar a empresa, desta forma, o Márcio sempre vai estar com a gente." Fernando Silvestre, amigo e motociclista.

Sempre presente em todos os eventos, Márcio era um cara de sorriso largo e generoso em todos os momentos da vida. Foi com ele a alegria de um apaixonado pelo motociclismo. 

Enduro da Independência 2020 tem data definida Já está definida a data do Enduro da Independência 2020. O Trail Clube Minas Gerais fará a largada em Socorro, interior de São Paulo. 

A chegada acontecerá em Caxambu, no sul de Minas Gerais. Este roteiro garante grandes desafios aos participantes, já que as trilhas da região são bem técnicas. 

A expectativa é de 800 a 1000 quilômetros de percurso. 




Isto é incrível: caiu a motooooo

Imagine a moto de trilha despencar mais de 300 metros morro abaixo. Pois foi isso que aconteceu recentemente durante a edição do Hard Enduro Ukupacha, em Quito, Equador. 

Tivemos acesso às fotos e ao vídeo, enviados por um amigo, porém o piloto preferiu não se identificar. Confira a seguir. 

Os estragos foram consideráveis, no motor, na roda traseira e provalmente não ficará nada barato colocar a Husqvarna de volta à ativa. A melhor parte é que o piloto não caiu com a moto e está vivo para contar a história. 

 

Organizações Tabajeca: Moto Empineitor

As Organizações Tabajeca, com sede no 154º andar da Trumpi Tówer, em Manrratan, acabam de anunciar o anúncio mais anunciado dos últimos tempos. 

Chega ao mercado municipal de Rio das Flores, na próxima semana, além de um buquê de rosas, o Moto-Empineitor Off-road Tabajeca. 

Com ele você aprenderá, de uma vez por todas, a arte mais arriscada e desejada do motociclismo a nível municipal, estadual e nacional, além de intergalático. 

O Moto-Empineitor Off-road Tabajeca conta com sistema de suspensão patenteado por Dábliu Pê Ólins Marzoquio da Silva, o maior conhecedor do setor, que teve seu nome clonado e copiado peloas atuais fabricantes do mercado mundial. 

Confira em primeira mão as fotos do novo Moto-Empineitor Off-road Tabajeca e encomende agora mesmo o seu.